sexta-feira, 24 de julho de 2015

O Caderno do Aluno e a Aprendizagem Significativa

Refletimos diariamente sobre os métodos educacionais que devemos propor em sala de aula. Existem diferentes teorias e pontos de vistas que embasam as ações educacionais propostas pelos educadores, sempre considerando a realidade da comunidade em que atua. Sempre busquei compreender a forma que meus alunos tentavam se interagir a aula, desde as expressões corporais até os resultados obtidos, sendo eles de forma positiva ou negativa. Passei a trilhar em outras ideias mais atualizadas, deixando a experiência em sala de aula dialogar com a minha criatividade como professora. O resultado foi especificamente perceber que não encontraria a solução somente em como eu devia ensinar, ou tabelar uma sequência de aulas de um determinado conteúdo, mas sim compreender que o conhecimento prévio do aluno, somado com minha mediação e a forma como a conduzia, trariam luz a resultados mais estruturados.

David Ausubel, norte-americano, especialista em Psicologia da Educação, propõe em 1963 a teoria da Aprendizagem Significativa, em que explicita "O fator isolado mais importante que influencia o aprendizado é aquilo que o aprendiz já conhece". (Trecho da abertura de seu livro Psicologia Educacional). É a partir desta ideia que procuramos delinear nossa proposta de repensar a forma como nos relacionamos com o processo de ensino-aprendizagem.

A Aprendizagem Significativa valoriza o sujeito como indivíduo e como coletividade, ou seja, a história de vida é o canal para acomodação de novos conteúdos. Isso, segundo o próprio Ausubel, ocorre porque o conhecimento prévio facilita ancoração do que os professores mediam junto aos conteúdos. Além deste ponto, buscamos refletir e propor o verdadeiro sentido ao caderno do aluno.

O caderno tem sido uma ferramenta meramente de reprodução de conteúdos e exercícios, sem nexo com a realidade do processo de ensino e aprendizagem. Tento observar esta ferramente como o local em que os alunos irão produzir o reflexo gerado entre seu conhecimento prévio e as novas informações adquiridas com a mediação do professor. Neste cenário, venho propor que além das anotações (estas feitas em formato de esquemas ou tópicos), o professor incentive o aluno a elaborar relatórios, reflexões, parágrafos raciocínios, esquemas mentais e outras atividades que vão dar origem a Aprendizagem Significativa daquele aluno. Oriento também meus alunos a anotarem informações que acharem pertinentes no caderno, principalmente quando explano alguma coisa. Essas anotações eles realizam de lápis. 

Quando propomos para o aluno que ele organize seu caderno desta forma, estamos propiciando o trabalho com diferentes tipos de habilidades, tais como: interpretar, relacionar, produzir, elaborar, mapear, conceituar e dentre outras, que oportunizam a formação da criticidade, a partir da Aprendizagem que é devidamente significativa para aquele indivíduo ou indivíduos. Este método também embasa a busca pela autonomia do discente, tão bem apresentado nos textos de Paulo Freire, Para respaldar esta proposta, tenho aplicado a ideia em minhas turmas dos últimos anos do Ensino Fundamental, usando apenas estratégias diferenciadas entre os anos.

Por fim, convido aos educadores a refletirem sobre esta ferramenta, usando sua criatividade, buscando a autonomia dos seus alunos e os desafiando, não somente ensinando.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Modelos Científicos no Ensino de História

Uma de minhas propostas para os estudos de História é justamente a aproximação entre a Universidade e o Ensino Básico, começando pelo 9º Ano com desafios maiores. Tenho proposto diferente projetos educacionais e os resultados não tem sido poucos. Ao propor a produção científica logo cedo, desenvolvemos diferentes habilidades de nossos alunos, conforme relatei no post anterior nesta página. 

Participei no Minicurso "Educação, Memória e Patrimônio Imaterial: projetos de história oral em escolas e instituições", no XI Encontro Regional Sudeste de História Oral, em Niterói/RJ e neste muitas ideias foram surgindo, o uso da História Oral no Ensino de História, numa proposta embasada em teóricos conhecidos e companheiros da Associação Brasileira de História Oral. Sempre tenho buscado reciclagem para ampliar a proposta de aproximar as duas esferas. e com isto posso aqui apresentar um artigo muito interessante do Prof. Paulo Knauss "O Desafio da Ciência: Modelos Científicos no Ensino de História"



quinta-feira, 16 de abril de 2015

Leitura e Produção Científica no Ensino Fundamental



Os Alunos dos 9 anos da EMIEF Emilio Amadei Beringhs realizaram a leitura do artigo "Revisitando significados em sustentabilidade no planejamento turístico", de Marta de Azevedo Irving, Ivan Burstyn, Altair P. Sancho e Gustavo M. Melo, no Caderno Virtual de Turismo IVT, dezembro de 2005. A leitura é um trabalho inicial do projeto Escola Sustentável, em que os alunos deverão produzir um artigo científico sobre Sustentabilidade, Identidade e Preservação. 

Nesta atividade os alunos foram conduzidos a ler o artigo citado com a finalidade inicial de compreender:

- O formato de um texto científico
- Como ele é estruturado
- Identificar os objetivos dos autores com o texto, bem como a metodologia

Para isto preencheram uma planilha separando os itens significativos e ao mesmo tempo já realizaram uma leitura dirigida que irá referendar a produção de suas ideias. O próximo passo será construir seus próprios projetos. 





Fichas preenchidas entregues após as leituras

domingo, 18 de janeiro de 2015

Educação Prática: Propostas e Estudos


Estamos criando um grupo com o nome do título desta postagem para reflexão, elaboração e inserção de aulas práticas em várias disciplinas. Cada professor envolvido nos dará ideias referente a sua área de atuação. Trarei para esta página do Blog todas as ideias que desenvolver ao longo dos estudos e experiências. Abaixo nossos canais do grupo de discussão:

Página no Facebook:

https://www.facebook.com/educacaopraticapropostaseestudos?ref=hl

Grupo de Discussão no Facebook:

https://www.facebook.com/groups/577158282428901/

domingo, 6 de abril de 2014

História da Morte e Educação



Os alunos da EMEF Prof. José Sant'Anna de Souza do 9 ANO realizaram um trabalho chamado "A Morte na I Guerra Mundial", em formato de Cordel e Varal, fazendo uma reflexão sobre a morte na Grande Guerra, e comporam poemas e músicas. O trabalho foi muito interessante e observamos a visão que eles apresentam diante da Morte, e a reflexão proporcionou um profundo estudo sobre o efeito das mortes no contexto histórico estudado.

domingo, 8 de dezembro de 2013

RESOLUÇÃO Nº 4, DE 13 DE JULHO DE 2010

Art. 1º A presente Resolução define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para o conjunto orgânico, sequencial e articulado das etapas e modalidades da Educação Básica, baseando-se no direito de toda pessoa ao seu pleno desenvolvimento, à preparação para o exercício da cidadania e à qualificação para o trabalho, na vivência e convivência em ambiente educativo, e tendo como fundamento a responsabilidade que o Estado brasileiro, a família e a sociedade têm de garantir a democratização do acesso, a inclusão, a permanência e a conclusão com sucesso das crianças, dos jovens e adultos na instituição educacional, a aprendizagem para continuidade dos estudos e a extensão da obrigatoriedade e da gratuidade da Educação Básica



sábado, 20 de julho de 2013

A Autonomia dos Professores - José Contreras


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FONTE: Site Professor Efetivo