segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Reflexões sobre a Prática Pedagógica e Novos Pensamentos


Para esta postagem escolhi a capa do livro "Professores e Professauros - Reflexões sobre a aula e práticas pedagógicas diversas", de Celson Antunes, pois o texto ilustra com maestria sobre o assunto que aqui tratarei, podendo ser visto para muitos como algo polêmico.

Vivemos atualmente a meio a diversas teorias educacionais sobre Avaliação, Métodos, Recursos Didáticos, Projetos Educacionais, Legislação e dentre outros, uma verdadeira explosão de informações que são oferecidas pelos mais diferentes fontes. Por muito tempo pensei em escrever em meu Blog sobre o embate cotidiano entre professores que ainda mantém o ensino tradicional e aqueles que aparecem com aulas criativas e desafiadoras. Inicialmente me perguntariam: qual é o melhor tipo de professor? A resposta não é exata e sim uma intensa subjetividade quanto ao método do "saber fazer a aula". 

Sabemos que o Ser Humano é composto de múltiplas personalidades: Auditivo, Visual e Cinestésico, por tanto, parto deste princípio para argumentar que todos os métodos são eficazes, desde que realizados com maestria e cuidado. O professor pode apresentar uma aula simplificada de leitura, conseguindo quem sabe entreter seus alunos com leituras atuais, como: "Jogos Vorazes", "Harry Potter" e outros (conheci uma professora que realiza este tipo de trabalho e vejo como os alunos realmente se interessam e apresentam sede de leitura). Também podemos criar uma aula cheia de recursos, tais como exploração virtual (uma vez realizei exploração a Machu Picchu, em que desafiei meus 7º anos a encontrarem características dos povos Incas, eles adoraram), ou apenas com um simples quadro branco e uma caneta, conseguimos aprender atenção do aluno.

Observo a Educação como uma ponte entre o CONHECIMENTO NATO e o CONHECIMENTO ASSIMILADO. Somos produtos de nossos meios, já muito bem explicitado em Vigotski e aprofundado de Piaget com seus esquemas de Assimilação. Rotular um aluno que este não sabe nada é simplesmente não compreender conceitos como  COGNITIVO, MENTE, APRENDIZAGEM, ASSIMILAÇÃO, AVALIAÇÃO E TRANSMISSÃO. 

Um pensador chamado John Locke, considerado o protagonista do CONHECIMENTO EMPÍRICO, através da teoria da Tábula Rasa, diz que nossa mente deve ser sempre alimentada por Mestres, que este alimento vai preenchendo a tábula rasa e com essas informações assimiladas chegamos aos ESQUEMAS MENTAIS de Piaget, tendo como base a EXPERIÊNCIA DO MEIO, proposta por Vigotski.

Mediante a esta rápida reflexão, que ainda apresenta profundas lacunas e caminhos, pois falar sobre prática pedagógica nos remete a livros e relacionar diversos autores, venho confirmar que todos os professores em seus métodos são de grande importância na formação de seu aluno, desde que o método seja realizado com coerência. Cipriano Luckesi, em uma palestra que assisti, disse que tudo que é realizado com amor, será respondido pela mesma forma e tudo que gera medo bloqueia o raciocínio do aluno. Concordo com o autor, pois em minhas caminhadas encontrei colegas que pensam que usando o MEDO como domínio, estará além de controlando sua turma, estará ensinando perfeitamente. Infelizmente o Medo apenas ensinará os alunos a reproduzirem por aquele determinado tempo ou simplesmente propiciará uma estagnação do RACIOCÍNIO LÓGICO, levando o aluno a não realizar a atividade por MEDO. O aluno deve aprender a ver no professor uma pessoa a RESPEITAR e não  TEMER. 

Professores que mantém seu método tradicional, mas que ensina o RESPEITO, ainda conseguem resultados reais e isso observamos naqueles que estão no MAGISTÉRIO a mais tempo. Tenho profundo respeito a educadores que se reciclam e simplesmente conversam com aqueles que estão começando e juntos podem chegar ao meio termo, um influenciando ao outro. Professauros, como usado por Celso Antunes, pode parecer pejorativo, mas na verdade descreve perfeitamente aqueles que não observam que a clientela se alterou. Aprendi com a experiência em sala de aula que é possível criar inúmeras formas de se ensinar, considerando ainda a realidade de cada turma. 

Diante a todo esta reflexão, trago uma questão: QUEM É O PROFESSOR PARA O ESTADO E PARA OS POLÍTICOS? Ai que morre toda a beleza do que apresentei acima, sim, uma cenário de oportunidades e vantagens teóricas que muitos educadores podem beber para criar e fundamentar suas práticas pedagógicas. O desafio diário desses grandes MESTRES, independentes de seus métodos é simplesmente conviver com um SISTEMA ARCAICO QUE PERDURA DESDE O SÉCULO XVI, com referencias teóricos que EXPLANAM UM ENSINO DO SÉCULO XXI e um GOVERNO que observa o PROFESSOR COMO AQUELE QUE TEM MUITA VANTAGEM TRABALHISTA. A falha esta em todos as linhas e por isso, meus colegas são heróis diários que imprimem em muitos jovens sorrisos, visões, sonhos e conselhos. O professor que esta desanimado precisa começar a se ver como  MEDIADOR REAL DO CONHECIMENTO e não TRANSMISSOR, ai sim entenderá que além de poder impedir MUDANÇAS BRUSCAS NA CONQUISTA DA CLASSE, poderá realizar PROFUNDAS MUDANÇAS NOS ALUNOS.

"Não há aprendizagem mais difícil que manter a coragem, renovar-se a cada dia e buscar entusiasmo nos desafios de cada hora" (Celso Antunes)

Dedico este texto a todos os profissionais da Educação e principalmente aos que relacionarei abaixo:

- Profª Claúdia Cristiane Pereira Oliveira, Profª Cristiane Fernanda da Silva, Prof. Cristiano Luiz da Costa e Silva, Profª Suzana Ramiro, Prof. Daniel Albino da Silva, Profª Sílvio Antônio Nunes de Oliveira, Prof. Victor Cabral Cardorini, Profª Vanessa Ortiz Lobão, Profª Lilian Evangelista, Profª Alessandra Aparecida dos Santos Angelo, Profª Vanessa Senóbio Camargo Bittencourt, Profª Grazielle Couto Ribeiro, Profª Lerrine Schildberg, Profª Danielle Bueno, Profª Adriane Pires, Prof. Alessandro Pinto Guerra, Profª Renata Cristiane Arimori, Profª Valéria Raymundo Baptista, Prof. Luiz Henrique Romário Alves, Profª Leonor de Abreu Silva Santos, Profª Ana Claudia  Herculano Franco, Profª Maria Marisa Braz dos Santos, Profª Terezinha de Jesus Nunes Leite, Profª Amanda Vasconcellos Batista, Profª Elizabeth Mota Santos Mello, Profª Miriam Casemiro Lorena Rios dos Santos, Profª Michele de Oliveira Ferreira, Profª Rosana M.Cardoso Martinez, Profª Érika Fernanda Vicenti Loyola da Silva, Profª Thais Pariz Maluta, Profª Cecília Márcia Paiva de Oliveira, Profª Ana Cristina de Oliveira, Profª Beatriz Borges de Oliveira, Profª Lidiane Roxo de Faria, Profª Fernanda Avagliano, Profª Cláudia Pereira da Cruz, Profª Barbara Aline dos Santos Espata Fora Feuerstein, Profª Nathani Andreza dos Santos Rodrigues, Profª Elaine de Oliveira Barbeta

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O Caderno do Aluno e a Aprendizagem Significativa

Refletimos diariamente sobre os métodos educacionais que devemos propor em sala de aula. Existem diferentes teorias e pontos de vistas que embasam as ações educacionais propostas pelos educadores, sempre considerando a realidade da comunidade em que atua. Sempre busquei compreender a forma que meus alunos tentavam se interagir a aula, desde as expressões corporais até os resultados obtidos, sendo eles de forma positiva ou negativa. Passei a trilhar em outras ideias mais atualizadas, deixando a experiência em sala de aula dialogar com a minha criatividade como professora. O resultado foi especificamente perceber que não encontraria a solução somente em como eu devia ensinar, ou tabelar uma sequência de aulas de um determinado conteúdo, mas sim compreender que o conhecimento prévio do aluno, somado com minha mediação e a forma como a conduzia, trariam luz a resultados mais estruturados.

David Ausubel, norte-americano, especialista em Psicologia da Educação, propõe em 1963 a teoria da Aprendizagem Significativa, em que explicita "O fator isolado mais importante que influencia o aprendizado é aquilo que o aprendiz já conhece". (Trecho da abertura de seu livro Psicologia Educacional). É a partir desta ideia que procuramos delinear nossa proposta de repensar a forma como nos relacionamos com o processo de ensino-aprendizagem.

A Aprendizagem Significativa valoriza o sujeito como indivíduo e como coletividade, ou seja, a história de vida é o canal para acomodação de novos conteúdos. Isso, segundo o próprio Ausubel, ocorre porque o conhecimento prévio facilita ancoração do que os professores mediam junto aos conteúdos. Além deste ponto, buscamos refletir e propor o verdadeiro sentido ao caderno do aluno.

O caderno tem sido uma ferramenta meramente de reprodução de conteúdos e exercícios, sem nexo com a realidade do processo de ensino e aprendizagem. Tento observar esta ferramente como o local em que os alunos irão produzir o reflexo gerado entre seu conhecimento prévio e as novas informações adquiridas com a mediação do professor. Neste cenário, venho propor que além das anotações (estas feitas em formato de esquemas ou tópicos), o professor incentive o aluno a elaborar relatórios, reflexões, parágrafos raciocínios, esquemas mentais e outras atividades que vão dar origem a Aprendizagem Significativa daquele aluno. Oriento também meus alunos a anotarem informações que acharem pertinentes no caderno, principalmente quando explano alguma coisa. Essas anotações eles realizam de lápis. 

Quando propomos para o aluno que ele organize seu caderno desta forma, estamos propiciando o trabalho com diferentes tipos de habilidades, tais como: interpretar, relacionar, produzir, elaborar, mapear, conceituar e dentre outras, que oportunizam a formação da criticidade, a partir da Aprendizagem que é devidamente significativa para aquele indivíduo ou indivíduos. Este método também embasa a busca pela autonomia do discente, tão bem apresentado nos textos de Paulo Freire, Para respaldar esta proposta, tenho aplicado a ideia em minhas turmas dos últimos anos do Ensino Fundamental, usando apenas estratégias diferenciadas entre os anos.

Por fim, convido aos educadores a refletirem sobre esta ferramenta, usando sua criatividade, buscando a autonomia dos seus alunos e os desafiando, não somente ensinando.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Modelos Científicos no Ensino de História

Uma de minhas propostas para os estudos de História é justamente a aproximação entre a Universidade e o Ensino Básico, começando pelo 9º Ano com desafios maiores. Tenho proposto diferente projetos educacionais e os resultados não tem sido poucos. Ao propor a produção científica logo cedo, desenvolvemos diferentes habilidades de nossos alunos, conforme relatei no post anterior nesta página. 

Participei no Minicurso "Educação, Memória e Patrimônio Imaterial: projetos de história oral em escolas e instituições", no XI Encontro Regional Sudeste de História Oral, em Niterói/RJ e neste muitas ideias foram surgindo, o uso da História Oral no Ensino de História, numa proposta embasada em teóricos conhecidos e companheiros da Associação Brasileira de História Oral. Sempre tenho buscado reciclagem para ampliar a proposta de aproximar as duas esferas. e com isto posso aqui apresentar um artigo muito interessante do Prof. Paulo Knauss "O Desafio da Ciência: Modelos Científicos no Ensino de História"



quinta-feira, 16 de abril de 2015

Leitura e Produção Científica no Ensino Fundamental



Os Alunos dos 9 anos da EMIEF Emilio Amadei Beringhs realizaram a leitura do artigo "Revisitando significados em sustentabilidade no planejamento turístico", de Marta de Azevedo Irving, Ivan Burstyn, Altair P. Sancho e Gustavo M. Melo, no Caderno Virtual de Turismo IVT, dezembro de 2005. A leitura é um trabalho inicial do projeto Escola Sustentável, em que os alunos deverão produzir um artigo científico sobre Sustentabilidade, Identidade e Preservação. 

Nesta atividade os alunos foram conduzidos a ler o artigo citado com a finalidade inicial de compreender:

- O formato de um texto científico
- Como ele é estruturado
- Identificar os objetivos dos autores com o texto, bem como a metodologia

Para isto preencheram uma planilha separando os itens significativos e ao mesmo tempo já realizaram uma leitura dirigida que irá referendar a produção de suas ideias. O próximo passo será construir seus próprios projetos. 





Fichas preenchidas entregues após as leituras

domingo, 18 de janeiro de 2015

Educação Prática: Propostas e Estudos


Estamos criando um grupo com o nome do título desta postagem para reflexão, elaboração e inserção de aulas práticas em várias disciplinas. Cada professor envolvido nos dará ideias referente a sua área de atuação. Trarei para esta página do Blog todas as ideias que desenvolver ao longo dos estudos e experiências. Abaixo nossos canais do grupo de discussão:

Página no Facebook:

https://www.facebook.com/educacaopraticapropostaseestudos?ref=hl

Grupo de Discussão no Facebook:

https://www.facebook.com/groups/577158282428901/

domingo, 6 de abril de 2014

História da Morte e Educação



Os alunos da EMEF Prof. José Sant'Anna de Souza do 9 ANO realizaram um trabalho chamado "A Morte na I Guerra Mundial", em formato de Cordel e Varal, fazendo uma reflexão sobre a morte na Grande Guerra, e comporam poemas e músicas. O trabalho foi muito interessante e observamos a visão que eles apresentam diante da Morte, e a reflexão proporcionou um profundo estudo sobre o efeito das mortes no contexto histórico estudado.

domingo, 8 de dezembro de 2013

RESOLUÇÃO Nº 4, DE 13 DE JULHO DE 2010

Art. 1º A presente Resolução define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para o conjunto orgânico, sequencial e articulado das etapas e modalidades da Educação Básica, baseando-se no direito de toda pessoa ao seu pleno desenvolvimento, à preparação para o exercício da cidadania e à qualificação para o trabalho, na vivência e convivência em ambiente educativo, e tendo como fundamento a responsabilidade que o Estado brasileiro, a família e a sociedade têm de garantir a democratização do acesso, a inclusão, a permanência e a conclusão com sucesso das crianças, dos jovens e adultos na instituição educacional, a aprendizagem para continuidade dos estudos e a extensão da obrigatoriedade e da gratuidade da Educação Básica